Blog do Marcelo Lira

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Apenas minha OPINIÃO, todos tem o DIREITO de discordar dela, mas todos tem o DEVER de respeitá-la...

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

PAIS DO PEQUENO "LEWS SAMUEL", VÍTIMA DE NEGLIGÊNCIA MÉDICA, ORGANIZAM EVENTO/MANIFESTAÇÃO CONTRA A NEGLIGÊNCIA MÉDICA EM IMPERATRIZ, AMANHÃ 26 DE OUTUBRO, ÀS 8:00H NA PRAÇA DE FÁTIMA...

Uma manifestação contra NEGLIGÊNCIA MÉDICA acontecerá amanhã às 8:00h na Praça de Fátima, Centro de Imperatriz.
A data coincide com 1 ano da morte do pequeno LEWS SAMUEL, que segundo seus pais, organizadores do evento, foi vítima de negligência médica em Imperatriz.
Dificilmente os meios de comunicação tradicionais mostraão esse evento que aborda um tema tão importante que já vitimou muitas pessoas não só em Imperatriz, mas em diversas cidades do país.
Paralelamente os pais de Lews estão arrecadando doações de fraldas e kits de higiene que serão distribuídos a entidades que cuidam de bebês e crianças carentes na cidade
A mercantilização da medicina já destruiu diversas famílias, o BLOG DO MARCELO LIRA se solidariza com a dor de todos aqueles que perderam seu bem mais precioso, seus filhos...

Relato do acontecido narrado pela mãe do pequeno Lews (retirado do seu FACEBOOK):

"No dia 12 de outubro de 2011 por volta das 21:00h estávamos na Beira Rio com o Leews brincando na cama elástica, quando fui pegá-lo senti que ele estava com febre. Levamos até o Hospital da UNIMED para uma consulta de emergência, chegando lá a médica disse que ele estava com início de bronquite e que era melhor ficar internado para tratar do problema. Então fu...
i em casa pegar as coisas dele, enquanto o Lyviston daria entrada com a internação, ficamos no hospital o restinho do dia 12, o dia 13 e no dia 14 a médica que estava cuidando dele teve que viajar as pressas por conta do marido que estava muito doente, inclusive veio a óbito. No dia 14 por volta das 14:00h entra no plantão a doutora Lurdinha (Maria de Lourdes Ponciano Coelho) e me chama lá no quarto em que estávamos e fomos para o posto dentro do hospital, lá ela disse que o Leews estava bem e que poderia ir para casa, daí eu disse que ele ainda estava com catarro no pulmão, ela respondeu: Nada que uma Bezetacil não cure. Daí ... o Lyviston foi comprar os remédios que ela receitou, inclusive a Bezetacil, foi aplicada a primeira dose nele e a outra dose com 5 dias depois, e ainda foi receitado Azitromicina. Fomos para casa....e...realmente a Bezetacil cortou o catarro na hora. No dia 19 de outubro ele tomou a segunda dose, foi no dia da minha formatura, no dia 22 de outubro ele deu uma febre rápida e no dia 23/10 quando levantei para ir fazer a prova do ENEM, percebi que ele estava com dois riscos, um em cada pé bem vermelho, perguntei ao Lyviston se o Leews tinha pisado em alguma coisa no sábado e tinha deixado a marca no pé. Quando eu retorno da prova do ENEM, fim de tarde.....o Leews estava na casa do meu sogro dormindo, quando eu cheguei e o acordei, percebi que as manchas já estavam na altura do joelho, pontinhos pequenos do tamanho da cabeça de um alfinete e de coloração bem viva. Decidimos levar o Leews para o hospital, chegamos na UNIMED, o médico disse que era alergia ao remédio e receitou outros, quando saímos do consultório, os remédios que tinham na bula eram os mesmos que ele havia tomado receitados pela Lurdinha. O Lyviston disse: Como pode? Se o Leews está com alergia aos remédios, vai tomar mais ainda? Não vamos dá não. Daí...ele dobrou a receita e colocou no carro. Esperamos virar o plantão, mas...dessa vez fomos ao São Rafael. Chegando lá eles não estava atendendo, tinha que ser na UNIMED mesmo. Nos dirigimos então para a UNIMED novamente, chegando lá estava outra médica que nos disse que o Leews estava com petéquias, e que era algo relacionado com o sangue, como ele estava falando, comendo, brincando e agindo normalmente, ela passou o exame de sangue e disse para gente no dia seguinte ir cedinho fazer o exame e levar para ela, e que não iria interna-lo naquele momento porque tinha muita criança com catapora e ele poderia pegar a doença. Voltamos para casa, não consegui dormir só observando ele, porque a cada hora que passava os pontinhos iam aparecendo em maior número. Na segunda cedo corri para o laboratório da UNIMED e chegando lá a moça disse que só poderia entregar o resultado na outra semana, pois o laboratório estava sem bioquímico. Eu disse a ela que precisava do exame se possível pela manhã ainda para levar para médica, ela disse que não teria como, eu comecei a chorar e mostrar pra ela como o Leews estava, inclusive na segunda ele amanheceu com a ponta da língua roxa, tipo sangue coalhado e que eu teria que receber os exames o mais rápido possível. Ela respondeu que iria ver se entregava no final da tarde, que era para eu ligar para saber se estava pronto. Quando deu 16:30h o Lyviston foi para o laboratório e disseram que não estava pronto, ele esperou até as 18:30h e não estava pronto, informaram que ele deveria ir ao hospital pegar o exame. O Lyviston correu para o hospital e o exame estava pronto, há um tempinho, daí ele me liga e diz: Amor, tô com o exame em mãos e agora o que eu faço? Eu respondi: BB, mostra logo pra doutora, se for grave já me arrumo e vou para o hospital. Daí quem estava de plantão a Lurdinha novamente. O Lyviston mostrou o exame a ela, e ela perguntou: O menino tá comendo? Tá brincando? Tá molinho? O Lyviston disse: doutora ele está agindo normalmente, mas...o corpo dele está cheio de petéquias, ele não tá 100% não. Ela respondeu: O exame deu errado, porque está aqui com 15.000 plaquetas e está agindo normalmente, com certeza deu errado. O Lyviston respondeu: não é melhor trazê-lo aqui, para senhora olhar.....ela disse: Não! Traga na quarta-feira e daí repetimos o exame, precisa trazer ele não. O Lyviston voltou para casa e nisso eu tentando desde domingo falar com a pediatra dele, mas...ela não estava na cidade. Quando ele me entregou o exame, lembro-me bem, o Leews sentou do meu lado, pegou o envelope e ficou me imitando lendo, daí olhei pra ele e disse: Meu bebê eu sei que você não está bem, Ô meu Deus me ajuda. Brincamos um pouco, dei o mingau antes de dormir e daí quando ele pegou no sono começou a gemer bem agudo e fraquinho, ao amanhecer levei meu filho no laboratório Cortez Moreira e repetimos o exame, as manchas no corpo já estavam atingindo o rosto, voltei pra casa e ele me pediu três mamadeiras de mingau dei duas, mas... não dei a terceira, a barriguinha dele estava um pouco alta e três mamadeiras eram demais. Ele pediu água eu dei e daí ele dormiu. Por volta das 9:00 o laboratório liga, dizendo pra eu correr que o exame tinha dado 10.000 plaquetas e que o primeiro que eu fiz estava correto. Fui correndo para o hospital e chegando lá estava no plantão Maria Helena, ao entrar no consultório com os exames em mãos, já desesperada, coloco o Leews na maca e ele vomita o mingau e umas bolas vermelhas, tipo sangue, daí eu digo doutora veja isso, ô meu Deus o que foi isso que ele vomitou? Ela respondeu sem levantar da cadeira para averiguar: é sangue é mãe? Eu disse doutora a senhora que estudou pra isso não eu, minha formação é outra....daí saí no hospital gritando gente por favor, me mostra um médico pra ver os exames do meu filho e me dizer o que é que está acontecendo. Passa um médico e a recepcionista diz: mãe, ele é clínico geral, mostra pra ele. Pedi a ele um minuto do seu tempo só pra ele olhar o exame e ele diz: é criança mãe? sim, respondi, pois tá morrendo tem que dá sangue pra ele agora e internar. Voltei correndo para o consultório e daí perguntei doutora ele tá mal e ela disse: interna mãe? Lógico que interna doutora, tá vendo que ele tá ruim não? Ele foi internado por volta de umas 10:30 da manhã. Tiraram o sangue dele, e ele ficou de 10:30 as 18:00h sem receber nada, só soro. Ao meio dia ele comeu a sopa toda, por volta das 3:00h da tarde minha prima Raqueline Gomes, chegou lá brincou com ele e ele vomitou novamente, depois ele pediu para tirar uma foto, que é essa foto que está logo abaixo. As 17:00 o Lyviston chega e eu vou em casa pegar mais fraldas, toalha, as coisinha dele e passei no supermercado pra comprar fruta para ele, quando retornei as 18:00h , que abri a porta do apartamento ele não estava mais lá, a outra mãe disse: Lívia, ele tá mal vai pra UTI, levaram ele. Saí louca abrindo as portas dos quartos, quando encontro ele escanchado no colo do pai, suando frio e bem fraquinho....comecei a chorar...e ele falava: ô mamainha...e tentava fechar o olho pra dormir, ele estava recebendo plaquetas e tava muito mal. Liguei para o pastor Elias para ele orar pelo Leews, liguei pra minha mãe e para o meu pai. Não tinha UTI para o Leews. Meu pai ligou para um amigo médico pedindo ajuda e ele não ajudou, decepção total, daí uma amiga nossa se dispôs a ajudar, somos agradecidos até hoje a ela pela disponibilidade de ajudar, o Leews foi para a UTI por voltas das 9:30h, perguntei a doutora o que era e se era grave, ela disse que iria ver os exames para saber o que era, pedi a ela para que eu ficasse um pouco com ele, pra ver se ele dormia, coloquei ele nos meus braços conversei um pouco com ele e ele sorria pra mim e disse na linguagem dele: Mamãe, papai péu. Quer orar Leews? Ele disse: qué. Daí comecei a oração e ele terminou dizendo: pe vovô, pe vovó, pe titio, pe mamae, pe papai, pe gão (nosso cachorro), pe pipi (Priscilla)......eu disse amém! E ele respondeu: mém nã mamãe e continuou pe bb, pe neném. Conversamos mais um pouco, cantei pra ele, e ele dormiu....depois de muita insistência me convenceram de ir em casa, mal cheguei o telefone tocou....era o meu pastor pedindo para eu arrecadar bolsa de sangue para o Leews, o sangue dele era AB-, me vesti e corri para o facebook pedir ajuda (26 de outubro, madrugada), depois fomos para o Hemomar, chegando lá disseram que eu não podia doar, só as 8:00 da manhã e se o meu filho era o que estava no São Rafael que já tinha ido uma bolsa pra ele. Fiquei com tanta raiva, porque quando você mais precisa as portas vão se fechando. Quando entramos no carro, a ficha caiu, como o pastor sabia o tipo sanguíneo do Leews? Corremos para o hospital, ao chegar na porta da UTI, batemos a enfermeira abriu e disse para aguardarmos um pouco....após uns 40 minutos a doutora, aparece passando a mão no pescoço dizendo que as chances do Leews eram mínimas, que se ele escapasse não seria o mesmo Leews e que nós éramos jovens poderíamos ter outros filhos. Entrei com tudo na UTI, peguei a mãe dele e comecei a orar, orei várias vezes, clamei! Pedi a Deus, mas....não deu. A médica colocou a mão no meu ombro e disse: Lívia, ele está morto! Daí parei olhei pra ele e percebi os olhos meio abertos, a língua um pouco pra fora e a barriga dura. Não conseguimos! Deus não me atendeu! Meu anjo se foi...ô dor terrível. Naquele dia 26 de outubro de 2011, meu mundo caiu, minha vida desandou, a saudade me consumiu e até hoje não consigo me acostumar e nem parar de pensar nisso.

Alguns detalhes da história não citei aqui seria mais extensa do que já foi, peço que ao lerem não liguem para parte gramatical ou erros ortográficos.

Vim através deste texto pedi encarecidamente que me ajudem no dia 26 de outubro de 2012, vamos ajudar as crianças que precisam, vamos denunciar o descaso na saúde, não foi só o Leews que foi vítima, muitas mães e famílias perderam os filhos por negligência. Eles tiraram todas as chances do meu filho viver, pela demora em atender, pelos remédios receitados errados, pela falta de atenção, por não ter UTI, por não darem o seu melhor.

Por favor nos ajudem, vamos compartilhar, Deus ajude que você nunca passe pelo que eu e outras mães passaram".

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