Blog do Marcelo Lira

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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

O PECADO DA SINCERIDADE E O SEPARATISMO (DA MISÉRIA) MARANHENSE....


O episódio em que um "nada nobre" deputado a respeito de Imperatriz, em nada me surpreende, pois o que aconteceu com o referido deputado foi a penas um lapso que fez com que o mesmo esquecesse da clássica falsidade característica dos políticos da capital, que só lembram do interior do estado para pedir votos.
Inclusive, creio que este é o sentimento geral do executivo e do legislativo estadual e federal, alguns chegam ao ponto de não gostar de São Luis, Pedro Novais há anos mora no Rio. Meses antes das eleições corjas inteiras chegam a Imperatriz para conseguir votos, todos eles compartilhando o mesmo sentimento do infeliz deputado que pecou por ser sincero.
Mas o que me surpreendeu foi ao ler no Blog do Cleto Louza (VEJA AQUI) diversos depoimentos que não só apoiam Bacelar, mas colocam Imperatriz como vilã e culpada pela precariedade das cidades da baixada maranhense e região dos cocais.
Que culpa tem Imperatriz da miséria do povo maranhense, pois se realmente todos os investimentos destinados ao desenvolvimento do interior do estado fossem destinados a Imperatriz, a terrinha do Frei Manoel Procópio seria uma "Suiça" cercada de miséria por todos os lados.
E já que a Princesa do Tocantins tem tão poucos admiradores na região centro-norte do estado, por que não nos dão logo a "alforria" para criarmos o Maranhão do Sul para que possamos desenvolver nossas potencialidades???

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O TEXTO ABAIXO FOI POSTADO NESTE BLOG EM 27/07/2011 (VEJA AQUI) E MOSTRA A MISÉRIA MARANHENSE EM NÚMEROS, DE QUEM SERÁ A CULPA NA VERDADE???

Apesar de ter tirado cerca de 600 mil pessoas da pobreza extrema na última década, o Maranhão ainda é o Estado que tem maior parcela da população vivendo com até R$ 70 mensais. É 1,7 milhão, de acordo com o último Censo, o que representa 25% dos 6,5 milhões de maranhenses. 
A pobreza é evidenciada pela infraestrutura deficiente. O esgotamento sanitário, por exemplo, cobre só 12% dos domicílios e a coleta de lixo alcança só 25% deles. 
Dados de 2009 do IBGE mostram que 45% dos trabalhadores maranhenses são informais ou não têm a carteira de trabalho assinada. 
A pobreza também é uma herança histórica: existem 527 comunidades remanescentes de quilombos no Maranhão, totalizando 1,3 milhão de pessoas, e 35 mil indígenas. Os quilombolas ainda lutam pela posse de seus territórios, mas é um processo demorado no Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). 
O agronegócio já ocupa quase o dobro do espaço da agricultura familiar: 8,4 milhões de hectares contra 4,5 milhões de hectares, respectivamente, de acordo com o Censo Agropecuário do IBGE (2006). No entanto, a agricultura familiar é a fonte de renda de 850 mil pessoas, enquanto o agronegócio emprega apenas 133 mil. 
Tampouco a indústria é intensiva em mão de obra: são 332 mil empregados, de acordo com a Federação das Indústrias do Maranhão. 
O resultado desse cenário todo é que, dos 20 municípios com menor renda média do Brasil, 14 são maranhenses. No Estado, o rendimento médio mensal domiciliar, por pessoa, é de R$ 404,99, o menor do Brasil. AGUIRRE TALENTO (FOLHA)

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