Blog do Marcelo Lira

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terça-feira, 28 de junho de 2011

PERIGO LUMINOSO...

Em 2010, pilotos reportaram 282 casos de incidência de raios LASER em cabines de aeronaves, esse tipo de atividade ilícita coloca em risco de morte não só a tripulação e os passageiros da aeronave, mas todas as comunidades que vivem nas vizinhanças dos aeroportos.
E essa "MODA" já tá pegando em Imperatriz, veja essa interessante reportagem a respeito dos riscos da interferência do raio LASER nos procedimentos de pouso e decolagem dos aviões:


Direcionar feixe luminoso para o céu pode parecer 
inofensivo e até divertido. Mas, se a suposta
brincadeira envolver raio laser e o alvo for aeronaves:
perigo à vista. Há grandes chances de afetar a visão do piloto
e, assim, provocar acidentes especialmente na hora de
pousar, como explica o comandante e gerente de Prevenção
e Investigação da Azul Linhas Aéreas, Antonio Marques
Peixoto: “Os pilotos dependem da precisão das informações
visuais em momentos críticos, como aproximação e pouso.
É justamente nessas fases do voo em que eles estão mais
vulneráveis ao laser. Dependendo do efeito, a perda de
concentração pode ser significativa. Já o ofuscamento e a
cegueira momentânea podem ser catastróficos”.


Palavra de especialista:
O comandante e gerente de Prevenção e Investigação
da Azul Linhas Aéreas, Antonio Marques Peixoto, explica
como o raio laser compromete o desempenho do piloto
em pousos e decolagens: “Afeta a visão dos profissionais
quando direcionado para a cabine da aeronave. Os efeitos
podem variar em função da distância/altura entre a origem
do feixe de luz e a cabine. Essa graduação foi constatada
em pesquisas realizadas pela Federal Aviation Administration 
(FAA), demonstrando três efeitos: distração (de 11.700
pés até cerca de 3.700 pés de altura), ofuscamento (entre
1200 pés e 260 pés) e cegueira momentânea (em distâncias/
alturas menores que 260 pés)”.


Entenda o assunto:
Do inglês "Light Amplification by Stimulated Emission of
Radiation", laser é um dispositivo que amplia a luz por emissão
estimulada de radiação, ou seja, produz radiação eletromagnética.
Tem inúmeras aplicações: em cirurgias e tratamentos médicos, em leitores de código de barras, em aparelhos leitores de DVD e em ponteira de laser utilizada em apresentações com projetores, as quais também têm sido utilizadas de modo indevido – geralmente por jovens – para mirar cabines de pilotagem, o que causa prejuízo para a saúde (desvio de atenção dos pilotos) dificultando o processo de decisão na fase crítica de aproximação para pouso
de aeronaves. 
Classificado em cinco tipos, o laser pode causar danos à pele e aos olhos, como é o caso das ponteiras vendidas no
mercado que, por isso, trazem em suas orientações a seguinte advertência: “Em nenhuma hipótese esse laser deve ser apontado na direção de pessoas, aviões, carros e outro veículos, pois eles cegam e podem causar acidentes graves. Use o laser com responsabilidade”. Os danos podem ser irreversíveis mesmo à distância de 10 km. 


Veja como as ocorrências do raio laser estão sendo
coibidas nas redondezas de alguns aeroportos :
• Montes Claros – a superintendência do aeroporto
ajustou procedimentos com as Polícias Federal e Militar
de Minas Gerais e o Comando de Patrulhamento Aéreo
(Copaer).


• Pampulha – em 16 de agosto de 2010, pilotos
reportaram a ocorrência de raio laser aos controladores da
Infraero. A informação foi repassada à superintendência do
aeroporto, que se reuniu com a Polícia Militar para traçar
estratégia de solução. A PM disponibilizou helicóptero
para fazer busca nas proximidades até que um garoto, de
oito anos, residente em um prédio na região do aeródromo,
foi identificado como responsável pela emissão do raio.


• Uberaba – com a Guarda Municipal e as Polícias
Federal, Civil e Militar, a superintendência definiu ações
preventivas e reativas.


• Viracopos – percebido o agravamento do problema
em 2010, a superintendência tomou providências ainda
naquele ano, organizando reuniões com o Serviço Regional
de Proteção ao Voo de São Paulo, companhias aéreas e
Polícias Militar e Federal para pedir auxílio no controle
da situação.


• Vitória – após reuniões com empresas de aviação
geral, companhias aéreas e associações de moradores,
foi traçado plano de ação com a proposta de promover
palestras nos bairros, distribuir fôlderes, veicular
mensagens em jornais, rádio e TV, e também reforçar
a repressão com apoio das Polícias Militar e Federal,
Núcleo de Operações e Transportes Aéreos (Notaer)
do governo do Estado e da Secretaria de Segurança da
Prefeitura Municipal de Vitória.


FONTE: http://www.infranet.gov.br/site/DOWNLOADS/revista_38.pdf

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